Revista Rosa

Arte e Literatura Queer

 

#4 Quarta edição

Capa: Eduardo Sancinetti. Nesta edição: João Silvério Trevisan, Luci Collin, Lucimar Mutarelli, Coral Rodrigues, Antônio Lacarne, João Gomes, Júlia Rosemberg, Leonardo La Terza, Luana Chnaiderman de Almeida, Reinaldo Franco e Thiago Romaro.

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Capa da quarta edição da revista rosa
 
Capa da primeira edição da revista rosa

#1 Primeira edição

Capa: Juliano Fernandes. Nesta edição: Paul Goodman, Chico Moreira Guedes, Thiago Barbalho, Leonardo Boiko, Bruna Beber, Flora Fontes, Glauco Mattoso, Buck Angel, Sapatoons Queerdrinhos, João W. Nery, Breno Gabriel, Pedro Costa, Feppa Rodrigues, Constanza A. Castillo, Samuel Hidalgo, Fabrício Corsaletti, Ricardo Lísias, Juliana Amato e Raphael Gancz.


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Capa da segunda edição da revista rosa

#2 Segunda edição

Capa: Flora Fontes. Nesta edição: Hugo Guimarães, Francisco Hurtz, Marcus Lontra Costa, Rafael Mantovani, Flora Fontes, Liana das Neves, Fernando Cardoso, Fernando de F. L. Torres, Maíra Parula, Rodrigo Novaes de Almeida, Viviane Rodrigues, Juh Moraes, Mauro Siqueira, Wilton Garcia, Aaron Karwai, Alvaro Sasaki e Corneli Schmidt.



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Capa da terceira edição da revista rosa

#3 Terceira edição

Capa: Zé Otávio. Nesta edição: Reynaldo Candia, Zé Otávio, Laerte, Samie Carvalho, Ricardo Lima, Jozias Benedicto, Lex Mendes, Marcelino Freire, Camila Fontenele de Miranda, Alejandra Rojas Covalski, Francisco Conrado, Leco Vilela, Jéssica Albuquerque, João Gonçalves, Ivan Justen Santana, Pedro Lemebel, Solange Tô Aberta, Caco Ishak, Lívia e os Piás de Prédio, Wilson Bueno, Antonio Thadeu Wojciechowski e Homo Riot.

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Sobre a Revista Rosa

Rosa é uma cor que está sempre envolvida em questões de gênero. Para os meninos, é ofensiva; para as meninas, reforça estereótipos. Obviamente, cor é cultural. Se em inglês pink pode ser gíria para vagina, no idioma russo a cor simboliza as lésbicas (розовый, rozovyj), enquanto homens gays são atrelados ao azul-claro (голубой, goluboj).

Há também uma grande tradição da cor na mídia voltada para o público LGBTQ. Na Inglaterra, está o jornal “Pink News”. Na França, há o canal “Pink TV”. Sem contar a extinta revista “The Advocate”, que possuía uma sessão popularmente conhecida como “the pink pages” e em que leitores faziam anúncios pessoais em busca de sexo e relacionamento.

Rosa, encarnada como flor, também está voltada para as questões de gênero e sexualidade. A planta representa a feminilidade; a vagina. É a flor-símbolo de Afrodite e, quando vermelha, está ligada à representação da paixão carnal, virginal ou espiritual. A rosa vermelha também está relacionada com as pombas-giras, entidades que, na Umbanda, representam também putas, ciganas e, muitas vezes, transexuais. É comum ouvir que muitas delas desencarnaram como mulheres ou travestis que tiveram uma vida sofrida. Essa flor também tem tradição editorial no Japão. A primeira revista gay do país — e que circulou por mais tempo ininterruptamente — se chamava Barazoku (A tribo da rosa) e teve seu nome inspirado na história do Rei Laio, da mitologia grega, que tinha encontros com rapazes embaixo de roseiras.

Por último, Rosa também era o sobrenome de João Guimarães, escritor responsável por um dos maiores romances de todos os tempos: “Grande Sertão: Veredas”, que também é considerado por muitos intelectuais, brasileiros ou não, como sendo um dos grandes romances gays do Brasil e do mundo.

Portanto, intitular a revista dessa forma também é uma maneira de dialogar com os tabus políticos e sociais que envolvem a sexualidade dos indivíduos, inclusive de escritores e artistas. Acreditamos, como o precursor João Silvério Trevisan, que se estamos no mundo e exercemos uma sexualidade fora dos padrões estritos, nossos desejos também devem transparecer nas expressões artísticas e cotidianas que criamos, tanto quanto eles aparecem nos cânones de uma literatura de valor heterossexual. Sobre isso, os sonetos de Glauco Mattoso, escritos para nossa primeira edição, falam muito.

Na Roma antiga, a rosa em uma sala indicava que o assunto tratado naquele cômodo deveria ser sigiloso. E apesar da aconchegante a ideia de cumplicidade que isso nos remete, a rosa que colocamos aqui pretende atuar na direção contrária e quebrar esse tipo de sigilo e dissimulação: a literatura queer, no Brasil, existe. E não há razão para continuar trancada.

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